Conservatória, a Capital Nacional da Seresta fica no Estado do Rio de Janeiro, é sexto distrito do Município de Valença a 157 km da capital do Estado, e a 388 km de São Paulo pela BR-116. O Distrito prosperou durante o Ciclo do Café que teve o seu auge em 1870 no segundo Império sob a Regência de Dom Pedro II onde o brasil chegou a exportar cerca de 50% da produção mundial.

Os primeiros registros históricos de Conservatória datam de 1789 onde descrevem o local como reserva indígena da tribo Araris, naturalistas e historiadores contribuíram para o nome do local quando o descreveram como “Conservatório dos Índios”. No ano de 1826 chegaram a ser registrados 1.400 índios que se refugiavam em aldeias entre as montanhas para fugir das doenças que dizimavam outras tribos.

Conservatória, Colonização e o trabalho escravo.

Com o avanço do processo de colonização do Brasil, inevitavelmente os índios Araris foram destituídos de sua terras e o local se tornou o povoado de Santo Antônio do Rio Bonito, em homenagem ao padroeiro da cidade e ao rio que cortava a região. Porém a tradição indígena falou mais alto e o nome Conservatória ficou marcado até os dias de hoje.

Com a expansão do ciclo do café que se apoiava amplamente no trabalho escravo, até hoje podemos ver na arquitetura e urbanismo do local comas ruas principais pavimentadas de pedras de pé-de-moleque e algumas construções que ainda usam telhas feitas nas coxas dos escravos.

Outros monumentos da cidade também representam o braço do trabalho escravo como a Ponte dos Arcos que deu passagem para um dos trechos da antiga Rede Mineira de Viação Conservatória-Santa Isabel do Rio Preto que se estendia até Santa Rita do Jacutinga em Minas Gerais. A Ponte dos Arcos é hoje um monumento de engenharia histórico da época que usava traços perfeitos e do óleo de baleia na liga as pedras.

O Túnel que Chora que ganhou esse nome pelas gotas de água de nascente que ficam acima, tem 100 metros de extensão e foi cavado na pedra bruta a mão pelos escravos. Neste túnel trafegava a Maria Fumaça.

Conservatória e a Seresta “música cantada no sereno”.

A História conta que tudo começou com o professor de música Andreas Shmidt, um romântico músico violinista costumava tocar nas noites enluaradas do vilarejo e atraía os moradores do local. Um rico fazendeiro de Santa Isabel chamado Antonio Castello Branco se apaixonou por uma moradora de Conservatória, e em 1938 decidiu demonstrar o seu amor, conforme a tradição colocou seu piano de cauda em cima de de um caminhão e percorreu mais de 20 quilômetros de estrada de terra para tocar sob a janela da amada. O esforço valeu a pena, a moça aceitou o fazendeiro em casamento.
A música foi um fator de desenvolvimento e recuperação econômica da cidade, com o fim do ciclo da agropecuária e a decadência da agricultura na década de 80 que provocou o êxodo rural quando as pessoas abandonam a vida no campo para viver nas cidades. Porém, Conservatória permaneceu firme devido ao fluxo turístico com média de 90% do Rio de Janeiro e de São Paulo, atraído pela tranquilidade bucólica.

Conservatória Capital Nacional da Seresta

O evento máximo está na tradicional serenata realizada todas as sextas-feiras e sábado ás 23:00 que parte do Museu o Seresteiro e vai noite a dentro. Acontece também nas manhas de domingo a Solarata e as tradicionais Seretas que acontecem em espaços fechados em hotéis e pousadas.

O público romântico e adorador de boa música cria um fluxo de turistas na cidade e desta forma contribui para a geração de empregos em vários empreendimentos na cidade que são criados ao redor desta atmosfera bucólica, porém muito saudável.

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